Ela escolhe a cor
Tudo começa no que ela já conhece e confia. A cor favorita é o lugar seguro.
Sucos para descobrir
Escolha a sua cor-segura. O manual inteiro vira dela.

Capítulo1
Tudo começa num lugar seguro.
1.2Apresentação
A Jujubinha é uma marca de sucos naturais para crianças de 2 a 6 anos com seletividade alimentar. Ela parte de uma ideia simples e rara no mercado: em vez de pedir que a criança abra mão do que conhece, usa o que ela já ama como ponte para o que ainda não conhece.
Este manual existe para que essa ideia chegue inteira a cada caixinha, a cada tela e a cada palavra.
1.3De onde a Jujubinha vem
Um garotinho esperto, de memória impressionante e paixão intensa pelo amarelo, escolhia os alimentos e bebidas pela cor (amarela). Em vez de contrariar essa escolha, a pergunta virou outra: e se a embalagem falasse a língua da preferência dele, e o conteúdo fosse uma descoberta?
O mascote veio da juba ondulada do Victor. Juba, jubinha, Jujubinha.
Os cachos do Victor, no recorte da juba.
1.4Plataforma de marca
Toque em um cartão para virar.
1.5Conceito: segurança para descobrir
Para descobrir o novo, algumas crianças precisam primeiro se sentir seguras no conhecido.
Por isso a Jujubinha faz o contrário do mercado: separa a cor do sabor. A cor da caixinha é o território seguro, aquilo que a criança reconhece, procura e escolhe. O sabor é a descoberta, e ela espera do lado de dentro.
Amarelo por fora. Uma descoberta por dentro.
Gire a caixinha. Toque nela para abrir a descoberta.

Antes de qualquer sabor, a criança precisa sentir que aquele lugar é dela.
O ritmo é dela. Gostar não é uma condição e provar não é uma obrigação.
O que é feito com carinho convida. Cor, textura, um leãozinho que sorri.
Quando se sente segura, a criança abre a porta para o novo. A descoberta é consequência, nunca exigência.
1.6Pilares
Não se pula etapa.
1.7Dois olhares, uma caixinha
A Jujubinha precisa ser inteira para os dois ao mesmo tempo.
À criança, oferece uma cor que ela ama e um amigo que entende: familiaridade, brincadeira, companhia. Aos pais, oferece clareza: 100% fruta, composição legível e nenhuma promessa que não possa cumprir, para que tenham acolhimento, autonomia e segurança sobre o que o filho consome.
A Jujubinha complementa o acompanhamento profissional. Nunca o substitui, e nunca faz promessa terapêutica.
Uma cor que ela ama, um amigo que entende. Familiaridade, brincadeira, companhia.
100% fruta, composição legível e nenhuma promessa que não possa cumprir.
1.8Personalidade
A Jujubinha é acolhedora, inteligente, empática, inventiva, lúdica, cuidadosa e curiosa.
A Jujubinha não é clínica, professoral, terapêutica, moralista nem infantilizada de forma genérica.
A atitude central é o acolhimento. Todo o resto é consequência.
Arraste cada palavra para o lado certo, ou toque nela.
1.9A jornada
Do que ela já conhece até o que ainda vai descobrir. Sem competição, sem pressão e sem obrigação de gostar. Experimentar já é uma descoberta.
Tudo começa no que ela já conhece e confia. A cor favorita é o lugar seguro.
Pequena, colorida, com canudinho.
Do tamanho certo para as mãos dela.
Sem pressão e sem plateia. Um golinho, uma pausa, outro golinho.
O amiguinho que entende celebra cada pequeno passo, até o de provar só um pouquinho.
Hoje é descoberta. Amanhã é o sabor que ela pede. O conhecido é só o começo.
Capítulo2
Uma palavra pode ser um convite ou uma cobrança.
2.1Como a Jujubinha fala
A Jujubinha fala como quem senta no chão, na altura da criança. É acolhedora, curiosa, cúmplice e esperta: infantil sem ser boba.
Ela nunca diz “você precisa experimentar”. Diz “vamos descobrir?”. A diferença entre um convite e uma cobrança cabe numa palavra, e é nela que a marca mora.


2.2Com a criança
O Jujubinha duvida, estranha, às vezes fica bravinho, e tudo bem. Por isso nenhuma frase dele é uma ordem. São convites, dúvidas e pequenas vitórias, ditas no tom de um amigo.
Escolha uma frase e veja a expressão dele mudar.
2.3Com os pais
Aos pais, a marca fala com a calma de quem já ouviu muita coisa e não julgou nenhuma. É direta, clara, sem jargão clínico e sem romantizar.
Quem vive a seletividade todos os dias reconhece promessa fácil de longe. Aqui não há solução mágica. Há companhia.
“Cada criança tem seu jeito de descobrir.” “No tempo dela. Do jeito dela.” “Um pequeno passo também é uma descoberta.”
2.4Palavras que usamos, palavras que evitamos
As que usamos abrem a porta. As que evitamos a fecham, mesmo quando ditas com carinho.
E nunca pressionar nem premiar por experimentar: “só mais um gole”, “se experimentar, ganha”. Com os pais, “seletividade alimentar” é uma expressão honesta e pode ser usada. Com a criança, nunca.
Toque em uma frase vermelha para torná-la mais gentil.
2.5Assinatura e frase
A assinatura diz o que somos. A frase diz no que acreditamos.
Sucos para descobrir
O conhecido é só o começo.
Amarelo por fora. Uma descoberta por dentro.
Capítulo3
Alegre, sempre.
Alta, nunca.
3.1A tese
Nas gôndolas, a disputa é por volume: personagem licenciado, selo berrando, preço de impulso, promessa de vitamina. É um mercado desenhado para a criança média e feito para chamar atenção a qualquer custo.
A Jujubinha fala com crianças para quem o mundo já é barulhento o bastante. Para elas, o visual não é enfeite: é a primeira conversa, antes de qualquer sabor. E uma conversa que começa aos gritos raramente termina em confiança.
Por isso o princípio visual da marca é a alegria de volume ajustável: alegre, sempre, e nunca mais alta do que a criança consegue ouvir.

3.2Cinco regras de estilo
Cinco regras, cada uma com uma razão. Abra uma a uma.
Cor saturada em áreas grandes e calmas, nunca em mosaico competindo. Uma cor-segura por peça.

Cada coisa sempre no mesmo lugar e com a mesma forma. Quem olha sabe onde pousar o olho.





Massinha e feltro têm uma imperfeição que convida. O que parece ter sido feito por alguém é mais fácil de confiar do que o que parece ter saído de uma máquina.
Composição e informação nutricional são claras e quietas. Sem selo berrando, sem letra miúda escondida.
Nas fotos, a criança está no meio do que já fazia. Sem “dá um sorrisão”, sem pressão de provar. A alegria da Jujubinha é a de quem se sentiu seguro.
3.3O mercado e a Jujubinha
Do outro lado da caixinha tem alguém.

Capítulo4
Um nome grande, uma patinha e quatro fios de bigode.
4.1O logotipo
JUJU em cima, BINHA embaixo, empilhados como blocos de montar. As letras são largas, de cantos arredondados e cortes irregulares, como se tivessem sido recortadas à mão. No A final, uma patinha aparece vazada: é o Jujubinha assinando.
Quatro traços, dois de cada lado, completam o gesto. São os fios do bigode do leão: o Jujubinha está ali, de olho. E, como segunda leitura, são também faíscas, o brilho de algo que acabou de ser descoberto.
O logo é um único bloco, com duas camadas de cor: as letras e os fios de bigode. A patinha vive dentro do A. Não há símbolo separado, e o manual segue assim.
4.2As duas camadas de cor
As letras usam a cor de suporte. Os fios de bigode usam o Destaque. Cada cor-segura já vem com o seu par, e quem diagrama não improvisa.
Se os fios de bigode sumirem, o logo continua legível. Eles são personalidade e alegria, não informação.
Os valores de cada par estão no capítulo 05.
4.3Sobre as cores-seguras: certo
Letras na cor de suporte, bigode no Destaque, sobre a cor-segura em área grande e limpa.
4.4Sobre as cores-seguras: uso incorreto
Branco no lugar da cor de suporte, sobre amarelo, verde ou turquesa, pede cautela: o contraste cai para menos de 2 para 1 e as letras ficam difíceis de ler. Não pinte o bigode com a cor do fundo. Não aplique o logo sobre fotos sem uma área calma e de contraste.
4.5Assinatura com descritor
O logo ganha uma versão com a frase “Sucos para descobrir” em cima, em Poltik, como na caixinha. Ela vai na embalagem, no cartaz, no anúncio e em todo primeiro contato. Só em sacola e brinde o logo vai sozinho.
Uma marca leva tempo para se consolidar. Enquanto não for conhecida, e isso leva anos, ela precisa se explicar.
Sucos para descobrir
4.6Versão monocromática
Para usos em uma cor só (carimbo, impressão simples, bordado ou relevo), o logo vai em preto sobre branco, com o bigode na mesma cor das letras. Sobre fundo preto, vai em branco, com os fios de bigode na cor de destaque ou todo em branco. A patinha continua vazada.
4.7Área de proteção e tamanho mínimo
Ao redor dele existe uma área de reserva, livre de qualquer outro elemento, com a medida da altura do A.
Abaixo de 20 mm de largura na impressão ou 50 px no digital, os fios de bigode e a patinha deixam de ser lidos. Arraste a régua e veja o ponto em que ele deixa de funcionar.
Medidas propostas, a validar. O menor uso atual do site é de 34 px de altura, cerca de 53 px de largura.
4.8Usos não permitidos
Não rotacione nem distorça. Não altere as proporções nem redesenhe as letras. Não remova a patinha nem o bigode. Não use cores fora do manual, degradês ou sombras. Não aplique sobre fundos sem contraste.
Toque em um erro para corrigir.
Uma exceção, e só em movimento: no site, o logo inclina 4 graus ao passar o mouse. É um gesto de brincadeira. Nunca uma posição fixa.
Capítulo5
A cor é o abrigo.
O sabor é a surpresa.
5.1Amarelo é amarelo
Para quase todas as marcas, a cor é um código de sabor: uva é roxa, laranja é laranja.
É o que a criança reconhece, procura e escolhe. Por isso ela precisa ser sempre a mesma: o mesmo tom na lancheira, na tela e no cartaz. O sabor muda por dentro. A cor, nunca.
Não existe uma cor principal. Existem cinco territórios seguros, e cada criança tem o seu.
Gire a caixinha. Toque nela para ver o que pode haver por dentro.
Por dentro, hoje, pode ser...
5.2As cinco cores-seguras
São as cores das caixinhas. Identificam a marca na embalagem, nas gotinhas de escolha, na interface e no logo. Não se clareiam, não se escurecem e não se aproximam de outra.
Toque em um cartão para copiar o HEX.
Quatro dessas cores são tão saturadas que o CMYK as apaga um pouco na gráfica. Os valores acima são conversão simples e servem de partida. Pantone e CMYK finais saem de uma prova de impressão.
5.3Tintas e destaques
A cor secundária que sustenta a cor-segura: as letras do logo, as linhas do Jujubinha de traço e os títulos grandes. É o par que dá charme à caixinha, e o que já está impresso nela.
A cor de todo texto pequeno: rodapé, tabela nutricional, instruções. É mais escura, para ler com calma.
A cor do brilho: os fios de bigode do logo, a juba do mascote de traço, patinhas. Nunca se lê texto em Destaque.
O branco parece neutro, mas some sobre amarelo, verde e turquesa: o contraste fica entre 1,2 e 1,6 para 1. Ler exige pelo menos 4,5 para 1.
As cores de suporte são as das caixinhas atuais. As de leitura vêm do site, com uma mudança proposta no Roxo: o site usa branco (3,7 para 1 sobre a caixinha), que só serve para texto grande, e propomos #2B0A47. O Destaque é decoração, com contraste de 1,3 a 3,2 para 1 sobre a cor-segura.
Escolha a cor-segura, depois arraste uma cor de texto para cima do cartão, ou toque nela.
O conhecido é só o começo.
5.4Cuidado com a embalagem
A regra mais importante: não mude o tom de uma cor entre lotes, versões ou fornecedores.
Capítulo6
Uma voz que levanta o olhar e outra que explica com calma.
6.1Poltik, a fonte dos títulos
As formas são redondas, abertas e generosas, com terminais suaves e um jeito levemente travesso nas letras k e t. É firme o bastante para um título grande e doce o bastante para não assustar.
Usamos nos pesos 800 e 700 para títulos, 600 para rótulos e destaques, e 400 só em frases curtas e grandes.
Clique no texto e escreva a sua frase.
6.2Inter, a fonte dos textos
Clara, neutra e amigável, feita para a leitura longa. É nela que os pais leem a composição, o modo de usar e tudo o que precisa de atenção e calma.
Pesos: 400 para textos, 500 para legendas e 600 para subtítulos e textos muito pequenos.
Dentro de uma caixinha pequena, um pouco do cuidado gigante que os pais têm todos os dias pelos seus filhos. 100% natural, sem conservantes, sem adição de açúcares.
6.3Hierarquia tipográfica
Cada nível tem um papel.
Alinhe os textos à esquerda e não justifique: o justificado abre buracos irregulares entre as palavras e cansa quem lê. Em textos corridos, linhas de até 60 caracteres.
6.4Uso incorreto da tipografia
Não misture outras fontes. Não estique nem comprima as letras. Não use contorno vazado. Não use caixa-alta em frases longas, e a Jujubinha não grita. Não use a Poltik em texto corrido.
Toque em um erro para corrigir.
Capítulo7
Pequenos gestos que dizem: o Jujubinha esteve aqui.
7.1Quatro gestos
São poucas de propósito: quem aprende uma reconhece todas, e quem vê uma sabe quem passou por ali.
Os cantos são macios e as bordas, redondas. Até a estrela é só um brilho.
O site já usa as quatro formas, de modo consistente. Elas ainda não tinham nome nem regra, e o manual as batiza.
7.2A juba
Uma mancha ondulada, de bordas suaves, como o cabelo do Jujubinha.
Ela vira botão de escolha de cor, máscara de foto, caixa de texto e a tinta que escorre e pinta o mundo inteiro quando a criança troca de cor. Sempre numa cor-segura ou no Papel.
7.3A patinha
Marca por onde o Jujubinha passou: uma trilha, uma etapa concluída, um adesivo colado onde alguém quis lembrar dele.
Aparece em Tinta ou em Destaque, e sempre em poucas. Patinha demais vira pegada de manada.
Passe o cursor ou o dedo por aqui.
7.4A estrela
A estrela de quatro pontas é o instante em que algo novo deixa de ser estranho e vira interessante.
Pequena, no máximo em trio, piscando devagar. A alegria da Jujubinha tem volume baixo, e a estrela respeita isso.
7.5A onda e o fio de pontinhos
A cor de cima escorre para a de baixo, e quem lê nem percebe a mudança de capítulo.
Sobre ela corre um fio de pontinhos, e três estrelas respiram. É o caminho que o Jujubinha faz para ir de uma descoberta à próxima.
A própria divisória entre os capítulos deste manual usa a onda, e cada uma tem uma curva diferente.
Capítulo8
O amiguinho que entende.
8.1Quem é o Jujubinha
A Jujubinha é a marca. O Jujubinha é o leão.
Um pequeno leão menino, de juba cacheada, intenso e expressivo, curioso e carismático, às vezes bravinho. Não é professor, não é terapeuta e não é super-herói. É um amigo que também está descobrindo, e que entende exatamente como é estar diante de algo diferente.
Às vezes a criança encoraja o Jujubinha. Às vezes é ele quem encoraja a criança. Nunca é obrigação de nenhum dos dois.

8.2Os cachos
A juba é a assinatura. No Jujubinha de pelo, é um tufo de cachos ruivos no alto da cabeça. No de traço, é uma coroa de espirais em volta do rosto.
Os cachos são do Victor. O nome veio deles: juba, jubinha, Jujubinha.



8.3Quatro expressões
A expressão conta em que ponto da descoberta o Jujubinha está. A ordem importa.

8.4O que ele faz e o que nunca faz
Ele faz: senta ao lado, estranha primeiro, comemora pouco, fica bravinho quando precisa e aceita um “ainda não”.
Ele nunca faz: ensinar, corrigir, pressionar, prometer, recompensar ou virar super-herói. E nunca aparece de cima, falando para baixo.
Capítulo9
Tudo aqui foi feito por mãos de mãe.
9.1Feito à mão, por uma mãe
A Jujubinha e tudo o que existe nela foram feitos, antes de tudo, por uma mãe: a mamãe do Victor. Cada elemento passou pelas mãos dela.
Por isso nada parece ter saído de uma máquina. O que é feito por alguém convida a tocar, e é mais fácil de confiar.
9.2Os mundos de massinha
Por isso os mundos são de massinha. Cada cor-segura tem um mundo inteiro, todo no mesmo tom: monocromático, mas feliz. Dentro dele, tudo é macio, redondo e silencioso.
É o amor do Victor pelo amarelo traduzido em lugar. Tudo pode ser da mesma cor sem ser monótono, e dá para se divertir mesmo com essa limitação. Os mundos são cenários, não paleta: a luz da massinha pode esquentar ou escurecer o tom, e a cor que identifica a marca continua sendo a da caixinha.
Mexa o cursor sobre o mundo: as camadas deslizam em velocidades diferentes.
9.3As frutas de feltro
As frutas são de feltro, feitas à mão, porque descobrir é um processo, como tudo o que é feito com o cuidado e o carinho de uma artesã.
Macias, redondas, quase de pelúcia. São nove: abacaxi, limão, maçã verde, maçã vermelha, manga, maracujá, morango, pera e uva.
E são as únicas que podem ter cor própria. Tudo na marca é o tom da cor-segura, menos a fruta, porque a cor é o que a criança conhece e a fruta é o que ela vai descobrir. Uva continua roxa, mesmo dentro da caixinha amarela.
Capítulo10
Aqui, ninguém posa.
10.1O Victor, a semente
A da Jujubinha tem nome, cachos e um amor sem explicação pelo amarelo: o Victor.
Ele é o protagonista da campanha e a razão de a marca existir. Por isso as fotos não querem mostrar uma criança genérica. Querem mostrar a criança que a marca ouviu.
10.2Estilo fotográfico
Cenários reais do dia a dia: o corredor da escola, a sala de aula, a porta de casa. Foco suave no fundo e a criança inteira no que está fazendo.
A caixinha entra na vida, não na vitrine: guardada na mochila, segura com as duas mãos, equilibrada na cabeça no meio de uma gargalhada.
Toque em uma foto para ver as anotações.
10.3Ninguém posa
Pegando, mostrando, tomando, rindo, torcendo o nariz. Sem “dá um sorrisão”. Sem olhar fixo para a câmera. Sem adulto por cima, incentivando.
A recusa também existe, e também é respeitada. A Jujubinha nunca mostra uma criança sendo forçada a provar. Isso não é cena, é pressa.
10.4Cuidado com a imagem de uma criança
Uma imagem de criança pede mais cuidado do que qualquer outra.
Capítulo11
Pequena, colorida, com canudinho.
Do tamanho certo para as mãos dela.
11.1A caixinha familiar
O formato é o mesmo, a escala é a mesma, o canudinho está no lugar de sempre: 200 ml, cartonada, fácil de segurar.
O que muda é a lógica. Lá fora, a cor é sabor. Aqui, a cor é abrigo. E por ser parecida, ela prepara o dia em que a criança aceitar as caixinhas tradicionais.
No mercado, a cor muda com o sabor.

Na Jujubinha, a cor da caixinha é a mesma sempre. O sabor muda por dentro.

11.2Anatomia da frente
No alto, a frase “Sucos para descobrir”. No centro, o logo e o Jujubinha de traço, sentado de pernas cruzadas, bebendo com o canudinho. Nos cantos, patinhas tom sobre tom e os ícones das frutas. No rodapé, a informação dos pais e o volume.
11.3Dois olhares no mesmo rótulo
A criança vê a cor, o logo e o amigo. Os pais leem o rodapé. Eles ocupam lugares diferentes.
Para a criança, o alto e o centro: grandes, coloridos e alegres. Para os pais, o rodapé: “100% natural”, “sem conservantes”, “sem adição de açúcares”, o sabor e os 200 ml. Sempre no mesmo lugar, sempre legível, sempre quieto.
Tudo o que se lê em tamanho pequeno vai na Tinta de leitura, nunca na de suporte.

11.4Frente, verso e laterais
A frente e o verso são iguais: é o rosto da caixinha, onde a criança reconhece a marca de qualquer lado.
As duas laterais são diferentes e levam toda a informação. Na lateral 1, a frase do Jujubinha, “Hummm... isso eu ainda não conheço!”, a mão que segura a caixinha saindo de um buraco no chão e o texto de apresentação. Na lateral 2, o sabor em destaque, as frutas, a tabela nutricional, o QR e o código de barras. Tudo em ordem e no tamanho que dá para ler com calma.
Escolha uma face, ou gire a caixinha.
Toque na caixinha para ver a fruta e o nome do sabor nos três lugares.
11.5Cor não é sabor, impresso
O nome do sabor aparece em três lugares da caixinha: no rodapé da frente, no título da lateral e nos ícones das frutas. E confere sempre com o que está dentro.
Em uma marca que promete uma descoberta, o rótulo é a única coisa que não pode surpreender.
A regra vale para qualquer combinação: a mesma fruta pode morar em qualquer cor de caixinha, e a cor nunca indica o sabor. Hoje as cinco artes trazem “maracujá com manga”. Por ser um projeto ilustrativo, ficam assim.

11.6Uso incorreto na embalagem
A Jujubinha não grita e não promete o que não pode cumprir. Dois erros, e o que fazer no lugar de cada um.
Ligue e desligue cada erro.
Capítulo12
O mundo cabe na mochila.


12.1A mochila de leão
O corredor da escola, o leãozinho nas costas, o canto amarelo de sempre.
A mochila de leão é o lugar onde a caixinha mora. Quando a criança sai de casa, leva a segurança com ela.
A juba da mochila e a juba do Jujubinha estão ligadas por uma linha.
12.2Na escola e na rotina
Na sala, no recreio, na lancheira: a descoberta acontece onde a criança já se sente em casa.
Sem pressão e sem plateia. Um golinho, uma pausa, outro golinho.
Para o Victor, a semente de tudo.
Sucos Jujubinha é um projeto conceitual de portfólio. Marca, personagem e produto são fictícios.
Idealização e design completo: Fernanda Tomassoni (mãe do Victor)